O ex-governador Tasso Jereissati não tem pressa, nem angustia para decidir se aceita ou não o convite para disputar o Senado caso não seja indicado candidato a vice-presidente na chapa do tucano Aécio Neves à Presidência da República. Tasso nunca conversou tanto, em quatro anos, sobre política e eleições quanto nos últimos 10 dias.
Assediado pelo PMDB e PR, o ex-senador mostra-se tranquilo e sem pressa. Tasso aguarda o último dia das convenções – 30 de junho, para decidir, com base na aliança e nas candidaturas dos partidos aliados ao Governador Cid Gomes, para se lançar ou não candidato ao Senado.
Os adversários do tucano já trabalham, porém, com a hipótese de Tasso concorrer ao Senado. Em 2010, Tasso perdeu a disputa pela reeleição na briga contra Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT). Desde o ano passado, ele vem é citado nas pesquisas de intenção de votos como líder da preferência dos cearenses para o Senado.
Em abril, durante encontro nacional do PSDB, em Brasília, Tasso admitiu, pela primeira vez, que, se fosse necessário para o partido e para fortalecer a candidatura de Aécio Neves ao Palácio do Planalto, disputaria as eleições deste ano.
De lá prá cá, Tasso mergulhos nos bastidores, passeou com a família, entrou na lista de cotados para vice de Aécio Neves, fez reuniões e, em uma semana, escancarou o escritório para discutir a sucessão do governador Cid Gomes e uma aliança com o PMDB e PR. A candidatura ao Senado é questão de quatro dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário