Pelo menos nos últimos 12 meses, os cearenses não podem reclamar da falta de oportunidades para ingressarem ou se reposicionarem no mercado local. Isso porque, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de agosto, divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado gerou 48.682 postos formais no acumulado desse período, o que representa um acréscimo de 4,18% no estoque de empregos celetistas do Estado. Trata-se também do maior saldo entre todos os estados nordestinos, já que outros grandes mercados, como o da Bahia e o de Pernambuco, não alcançaram tal patamar (geraram 36.941 e 20.007, respectivamente).
O resultado de agosto, aliás, impactou bastante na geração de postos formais do Estado, haja vista que 9.517 novos empregos celetistas foram criados no período, o melhor resultado para o mês desde 2010, quando 12.321 vagas surgiram no Ceará. Segundo o analista do Mercado de Trabalho do Sine/IDT, Mardônio Costa, “um bom resultado já era esperado em agosto, pois é nesse período que a dinâmica do mercado de trabalho começa a avançar. O comércio, por exemplo, já inicia o processo de contratação de temporários, com o intuito de treinar esses profissionais para o fim do ano”.
O comércio é um dos grandes responsáveis pela geração de empregos com carteira assinada em agosto, sendo responsável pela criação de 2.086 postos no Estado. O setor de serviços, porém, segue como principal impulsionador de postos formais no Ceará, tendo criado 3.686 vagas no período, acima inclusive da construção civil (2.174 postos). Apenas a indústria cearense acabou decepcionando em agosto, já que gerou apenas 203 novas vagas no Estado.
Fonte; Ceará agora
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