O volume de ações judiciais cresce a cada dia e o Judiciário brasileiro enfrenta ainda mais congestionamento de processos. São mais de 95 milhões de ações. O resultado do aumento no número de processos deixa a Justiça ainda mais lenta, servidores e magistrados sobrecarregados e representa sofrimento e angústia para quem espera longos anos para ver a decisão final de um julgamento.
Os dados atualizados e reais sobre o Judiciário serão revelados, nessa terça-feira (23/09), pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os primeiros números revelam que o volume de processos bateu novo recorde em 2013. Foram 28,3 milhões novas ações. Ao todo, estão nas gavetas e computadores da Justiça (estadual e federal, em todas as instâncias), pelo menos, 95.140.000 processos.
Os cálculos do CNJ retratam uma triste realidade: 70% das ações já se encontravam no Poder Judiciário no ano anterior. Isso significa, para o CNJ, a taxa de congestionamento na apreciação dos processos subiu de 70% para 70,9%. E ainda mais grave: apenas 29 em cada cem processos chegaram ao fim.
O Tribunal de Justiça de São Paulo tem a maior taxa de congestionamento do país. De cada cem processos que tramitaram no ano passado, só 18 foram encerrados. O volume de ações em andamento chegou a 25,5 milhões, segundo o relatório “Justiça em Números 2014”. Os dados a serem anunciados, nesta terça-feira, pelo CNJ, mostrarão, também, a realidade no Judiciário do Ceará.
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