sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ex-diretor da Petrobras é preso pela operação Lava Jato

Polícia Federal
Durante a nova fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal apreendeu na manhã desta quarta-feira, 14, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras. A operação investiga crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Os executivos, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Julio Camargo ligados à Toyo-Setal, empresa controlada pela japonesa Toyo Engineering, que tem contratos de mais de R$ 4 bilhões com a Petrobras, afirmaram em delação premiada que Duque era beneficiado pelo esquema de suborno. Duque que foi indicado ao cargo por José Dirceu e nega as acusações, entrou com uma ação contra Costa.

Um total de 300 policiais integra a ação, que ocorre em São Paulo, Paraná, Rio, Pernambuco, Minas e no Distrito Federal. A Polícia Federal concentra as buscas de hoje em 11 grandes empreiteiras e cumpre 27 mandados de prisão contra executivos e outros investigados. Segundo a PF, os envolvidos devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, formação de cartel, corrupção, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro.
Em São Paulo, são cumpridos 29 mandados de busca, 17 de prisão e nove de condução coercitiva –quando a pessoa é levada para prestar depoimento obrigatoriamente. 11 mandados de busca e seis de prisão são cumpridos no Rio. No Paraná, são dois de busca e um de prisão. No DF, mais um de busca e um de prisão. Em Minas e Pernambuco, são cumpridos dois mandados de busca.
Além do bloqueio integral de valores pertencentes a três empresas suspeitas de participar do esquema, a Justiça Federal decretou o bloqueio de R$ 720 milhões que pertencem a 36 investigados.

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