quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PF investiga tentativa de chantagem a Eduardo Cunha

eduardo cunha
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), candidato favorito a presidência da Câmara dos Deputados, denominou de “alopragem” a gravação que foi entregue a ele onde um suposto amigo seu afirma que poderia revelar informações comprometedoras sobre o líder do PMDB. Indignado, Cunha afirma que essa é mais uma tentativa de prejudicar sua candidatura e reclamou junto ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que em viagem pelo exterior.
Nesta terça-feira (20) veio a resposta. O ministro da Justiça, em execício, Marivaldo Pereira, encaminhou  à Polícia Federal (PF) cópia da gravação que tenta comprometer o deputado  com chantagem e pediu apuração e providências cabíveis. A gravação, com duração de três minutos e meio, foi entregue ao próprio parlamentar, em seu escritório do Rio de Janeiro, no último sábado (17), por uma pessoa que se disse da PF.

De acordo com a gravação divulgada por Eduardo Cunha, o homem que se apresenta como policial diz que foi sondado pelo delegado-chefe e afirma: “o negócio está ficando feio“. O suposto policial ameaça, então, que se for abandonado, abrirá o jogo. “Está todo mundo enchendo as burras de dinheiro e eu estou abandonado e duro, sem grana”, reclama. Em outro trecho, ele afirma que, enquanto “o Cunha” está buscando a presidência da Câmara, “os amigos estão ficando esquecidos”.
Em seguida, o contato que se apresenta como aliado do deputado fluminense pede paciência e diz que o interlocutor será remunerado: “Não se preocupe com a questão financeira, tenha paciência. (…) Tenha tranquilidade que você vai ser remunerado, o dinheiro vai chegar em suas mãos”. A gravação termina com as duas pessoas tentando marcar um encontro.
“Estão tentando montar outra denúncia, que tem o constrangimento de tentar atrapalhar a minha candidatura à presidência da Câmara”, disse ele. Para o líder do PMDB, o objetivo da gravação é dar a entender que o reclamante da conversa é o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que, em depoimento na Operação Lava Jato, disse ter entregado dinheiro, a mando do doleiro Alberto Youssef, em uma casa no Rio de Janeiro, pertencente a Cunha. O fato foi negado posteriormente pelo advogado de Youssef, um dos investigados na Operação Lava Jato, que está preso em Curitiba.
Fonte: Ceará agora

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