Cresce no Congresso a adesão à tese de que o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) deve prestar esclarecimentos ao Congresso sobre os encontros que manteve com advogados de empreiteiros presos na Operação Lava Jato.
O PSDB vai agir em três frentes para tentar convocar o ministro Cardozo. Os tucanos vão pedir a convocação do ministro na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, na CPI da Petrobras criada na Câmara, além da futura CPI mista da Petrobras (com deputados e senadores) – que ainda não foi criada.
De acordo com o blog do jornalista Josias de Souza, até o PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, pretende ajudar os oposicionistas PSDB, DEM e PPS a convocar o ministro. O deputado baiano Lúcio Vieira Lima, que perdeu a disputa pela liderança do PMDB por apenas um voto, sugere um caminho mais curto para ouvir Cardozo.
“A Câmara aprovou há uma semana convites para que os 39 ministros compareçam ao plenário da Casa para falar sobre as atividades de suas pastas. Poderíamos começar pelo ministro Cardozo”, sugeriu Lúcio. O primeiro ministro da fila seria Eduardo Braga (Minas e Energia). Ele falaria aos deputados em 4 de março sobre a seca nos Estados do Sudeste e a crise energética.
Para Lúcio, a polêmica que enredou Cardozo justifica a inversão. “O ministro Eduardo Braga pode vir num segundo momento. Acho que a inversão é do interesse do próprio governo e do ministro José Eduardo Cardozo. Ele diz que a crítica aos seus encontros com os advogados é coisa da ditadura. Nada mais democrático do que o ministro comparecer ao Congresso para falar sobre as conversas democráticas que teve com os advogados.”
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