O único Majestoso disputado até hoje em Itaquera terminou com vitória de virada do Corinthians por 3 a 2. Autor de um gol no clássico do ano passado, o volante Souza usa o jogo de setembro do ano passado como aprendizado para o São Paulo, advertindo que o time precisa de uma postura diferente na noite de quarta-feira, pela Copa Libertadores da América.
“Fora a arbitragem que aconteceu lá, que nem todos concordaram, não podemos deixar acontecer de novo o que houve. Ficamos na frente do jogo, mas o time fica vulnerável quando perde um jogador. Não poderíamos ter deixado o Corinthians virar. Tem que ter a lição daquele jogo. Precisamos esquecer a arbitragem e, se estivermos na frente, não deixar em momento nenhum o Corinthians virar. Este jogo vale muito mais do que aquele, é Libertadores. Se fizermos 1 a 0, temos de segurar ao máximo o resultado”, comentou.
No jogo do Brasileirão de 2014, Souza abriu o placar no clássico. Porém, ainda no primeiro tempo, o árbitro assinalou pênalti em toque da bola no braço de Antônio Carlos. Os são-paulinos reclamaram, mas Fábio Santos empatou. No fim do primeiro tempo, Edson Silva recolocou o time visitante na frente.
Fernando Dantas/Gazeta Press
A história da etapa final foi diferente. O empate corintiano saiu mais uma vez em cobrança de pênalti de Fábio Santos, depois que Álvaro Pereira derrubou Guerrero na área. O lance ainda custou a expulsão do uruguaio e, com um a menos, o São Paulo acabou cedendo a virada, em gol de Guerrero. No fim do jogo, Fábio Santos também foi expulso, mas nada adiantou aos são-paulinos.
Na época, Souza se mostrou inconformado com a arbitragem, mas o discurso é bem mais tranquilo para o compromisso de quarta-feira, que será comandado pelo mineiro Ricardo Marques Ribeiro.
“É um árbitro que está crescendo muito e ganhou alguns prêmios. Se o colocaram, é porque confiam nele e temos de confiar também. Ele é experiente e não vai se deixar influenciar (por torcida). Temos de esquecer árbitro e jogar futebol. Se fosse estrangeiro, seria diferente em relação a faltas cometidas, porque seria outro critério e deixaria o pau cantar”, ponderou o volante.
Independentemente da arbitragem, Souza reitera a necessidade de seu time se controlar em campo. “Expulsão não pode nem entrar na nossa cabeça. Vamos começar com 11 e temos de terminar com 11. Será um jogo muito importante e faz diferença perder jogador. Sabemos que será um jogo tenso, mas torço para que o árbitro saiba controlar a situação, com a pressão que a torcida vai colocar”, encerrou.
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