O presidente da Construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato que pagou propina para ganhar a licitação da ferrovia Norte-Sul, nos mesmos moldes do megaesquema da Petrobras, com direito até a cartel de empreiteiras. A revelação, em delação premiada do empresário, que está em prisão domiciliar, revela outro braço da corrupção que atinge o setor de transportes no país.
Ele admitiu que assim como o esquema da Petrobras, o da Norte Sul abasteceu cofres de partidos políticos e encheu os bolsos de agentes públicos. A informação está no jornal O Globo desta quinta-feira.
Segundo a reportagem, a Camargo Corrêa participou de contratos que somam 1 bilhão de reais na Norte-Sul, assinados com a Valec, estatal do Ministério dos Transportes que desenvolve projetos ferroviários. Na Norte-Sul, as empresas do “clube do Bilhão” assumiram catorze lotes de obras.
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