Policiais militares que comandaram greves da categoria em cinco estados do Nordeste, concorrem a cargos proporcionais nas eleições deste ano. Eles apostam no apoio dos colegas de corporação e deverão gastar, no total, R$ 24 milhões com as campanhas.
De acordo com o site UOL, pelo menos 10 líderes de paralisações nos Estados da Bahia, Ceará, Pernambuco Rio Grande do Norte e Maranhão concorrem a cargos em outubro. Dos 10 candidatos, dois já exercem cargos eletivos: o Capitão Wágner e o Soldado Prisco, que são vereadores em Fortaleza e Salvador, respectivamente, e tentam cargos maiores agora. Outros tentam estrear.
Em Pernambuco há três nomes – que lideraram a greve de dois dias, em maio. Na Bahia, houve duas greves entre 2012 e 2014. Na última, em abril último, a paralisação foi comandada pelo soldado Prisco e pelo capitão Tadeu.
No Ceará, uma greve em 2012 causou diversos transtornos à população. O vereador de Fortaleza capitão Wágner e o cabo Sabino foram os principais líderes daquela paralisação e agora fazem dobradinha concorrendo a deputado estadual e federal, respectivamente.
No Maranhão, houve greve em março. O coronel Melo, apontado como principal líder, chegou a ser preso pelo comando da corporação, acusado de liderar protesto. Ele também seria o líder da paralisação de 2011, a maior da corporação na história. Já o soldado Dauvane foi o líder na região sul do Estado, com base na cidade de Imperatriz. Os dois tentam cargo na Assembleia do Maranhão.
No Rio Grande do Norte, o Cabo Jeoás também é candidato à deputado estadual. Ele foi detido junto com outros 15 militares, em fevereiro de 2012, logo após a greve da PM da Bahia.
Prisão e expulsão como marketing.
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