sábado, 15 de novembro de 2014

Dois da cúpula da Camargo Correia se entregam à PF

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O presidente do conselho administrativo da Camargo Corrêa, João Auler, e o presidente da empreiteira, Dalton Avancini se entregaram na manhã deste sábado, em São Paulo, para um delegado da Polícia Federal que integra a Operação Lava Jato. Os dois dirigentes da empresa se entregaram num hotel ao lado da sede da PF em São Paulo, na Lapa (zona oeste), onde o delegado estava hospedado, e serão levados de carro para Curitiba (PR). As informações são do Jornal Folha de São Paulo.

Eles devem ficar presos por cinco dias, o prazo da prisão temporária. O grupo Camargo Corrêa, que tem 67 empresas e 65 mil funcionários, faturou R$ 25,8 bilhões no ano passado. O vice-presidente Eduardo Leite, já havia se apresentado na sexta-feira (14) na sede da Polícia Federal em São Paulo.
Segundo a publicação, a empreiteira tinha uma espécie de conta corrente com o doleiro Alberto Youssef, segundo os investigadores da Operação Lava Jato. Numa conversa telefônica, o doleiro chegou a mencionar que a empresa devia a ele R$ 12 milhões e não queria pagar.
A Camargo lidera um consórcio que tem o maior contrato individual da refinaria Abreu e Lima, de R$ 3,4 bilhões.
Auler, Avancini e Leite foram citados pelo doleiro como seus contatos na empreiteira.
Segundo Youssef contou ao juiz federal Sergio Moro em outubro,a Camargo Corrêa repassava subornos usando a Sanko, empresa que fornece tubos para a Petrobras. A Sanko recebeu R$ 113 milhões da Camargo Corrêa e repassou R$ 29,2 milhões a empresas do doleiro que só existiam para receber propina segundo escreveu o juiz Sergio Moro no decreto de prisão. As empresas de Youssef não tinham funcionários nem capacidade para prestar os serviços de consultoria para o qual foram contratadas, segundo o próprio
doleiro.
O advogado Celso Vilardi, que defende os executivos da Camargo, refuta a hipótese de que a empresa repassou recursos à Sanko que teriam sido usados para pagar suborno. Segundo ele, todos os serviços foram prestados pela Sanko e isso pode ser comprovado no canteiro de obras da refinaria, em Pernambuco.
Vilardi vai ingressar com um pedido para que seus clientes sejam liberados.Segundo ele, a prisão preventiva existe apenas para instrução processual, o que já aconteceu.

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