Com as presenças do presidente da República em exercício, Michel Temer, e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi realizada nesta quarta-feira (8) no Plenário Ulysses Guimarães sessão solene em homenagem ao ex-deputado e ex-presidente da Câmara Antonio Paes de Andrade, falecido no último dia 17. Temer disse que voltava a ocupar a tribuna da Casa para expressar seu sentimento pessoal e institucional “a um dos construtores do Brasil que nasceu em 5 de outubro de 1988”, data da promulgação da atual Constituição Federal.
Eduardo Cunha lembrou a extensa biografia política de Paes de Andrade, que, como presidente da Câmara entre 1989 e 1991, exerceu interinamente a Presidência da República por mais de 10 vezes e sempre mereceu o respeito inclusive dos adversários políticos. Conforme ressaltou Eduardo Cunha, a honestidade e a biografia de Paes justificam plenamente a homenagem.
Oposição à ditadura
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE), proponente da sessão solene em parceria com os deputados Domingos Neto (PROS-CE) e Odorico Monteiro (PT-CE), lembrou que Paes de Andrade teve atuação marcante na luta contra a ditadura militar (1964-1985). Danilo Forte recordou o episódio em que o então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, entregou o posto a Paes afirmando que passava a presidência a um homem de mãos limpas.
O deputado Danilo Forte (PMDB-CE), proponente da sessão solene em parceria com os deputados Domingos Neto (PROS-CE) e Odorico Monteiro (PT-CE), lembrou que Paes de Andrade teve atuação marcante na luta contra a ditadura militar (1964-1985). Danilo Forte recordou o episódio em que o então presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, entregou o posto a Paes afirmando que passava a presidência a um homem de mãos limpas.
O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), genro de Paes de Andrade, voltou a esse episódio ao lembrar a sua última conversa com o sogro, já hospitalizado. O ex-parlamentar pediu a Eunício para dizer aos seus netos e amigos que não deixava patrimônio material, mas o exemplo de uma vida pública honesta de 60 anos. “Ele me falou: ´Deixo esta honra: estas minhas mão limpas´. E, como Ulysses Guimarães, ele não tinha medo das baionetas da ditadura”, afirmou o senador.
O deputado Domingos Neto também exaltou a biografia do homenageado. Ele pretende encaminhar um pedido para que a barragem do Castanhão, no Ceará, receba o nome de Paes de Andrade.
Odorico Monteiro citou livros publicados pelo ex-deputado cearense para dizer que ele “tinha um pé no Legislativo e outro na Academia”. E ressaltou o mérito de Paes ao construir toda uma vida política baseada na decência e na ética.
Biografia
Filho de José Alves de Castro e Raimunda Paes de Andrade, casado com Zilda Maria Martins Rodrigues de Andrade, o ex-deputado teve quatro filhas. Ele iniciou os seus estudos superiores em 1949, na Faculdade de Direito do Distrito Federal (no Rio de Janeiro). Formado em 1953, foi eleito deputado estadual no Ceará pelo PSD em 1950 e reeleito em 1954 e em 1958.
Filho de José Alves de Castro e Raimunda Paes de Andrade, casado com Zilda Maria Martins Rodrigues de Andrade, o ex-deputado teve quatro filhas. Ele iniciou os seus estudos superiores em 1949, na Faculdade de Direito do Distrito Federal (no Rio de Janeiro). Formado em 1953, foi eleito deputado estadual no Ceará pelo PSD em 1950 e reeleito em 1954 e em 1958.
Eleito pela primeira vez para o cargo de deputado federal em 1963 e reeleito em 1966 pelo antigo MDB, que daria origem ao PMDB, Paes de Andrade foi presidente nacional do partido em 1994. Foi 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no período de 1987 a 1989; em fevereiro deste último ano, foi eleito presidente da Câmara, sucedendo a Ulysses Guimarães. De 2003 a 2007, foi embaixador do Brasil em Portugal.
Agência Câmara

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