terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ataque talibã mata mais de 130 pessoas em escola no Paquistão

FOTO: Khuram Parvez/ Reuters
Mais de 130 pessoas foram mortas, incluindo cem alunos, em um ataque talibã nesta terça-feira (16/12), contra uma escola pública do Exército em Peshawar, principal cidade no Noroeste do Paquistão. O cerco, que durou mais de oito horas, terminou com todos os seis extremistas mortos. A maioria dos 500 estudantes havia sido retirada da escola, localizada em uma área de classe média alta e destinada a filhos de militares. Uma série de tiros e explosões foi ouvida, num dos atentados mais violentos nos últimos anos no país.
Muitos alunos com idade entre 12 e 16 anos foram executados com tiros na cabeça, segundo o ministro da Informação da província, Mushtaq Ghani, que também divulgou o balanço de 131 mortos e 25 feridos em estado grave. Os militantes entraram na escola vestidos com uniforme militar e tinham ordem para matar os mais velhos.

O primeiro ministro paquistanês, Nawaz Sharif, classificou o ataque de tragédia nacional e declarou três dias de luto em todo o país.
— Estes são os meus filhos e é uma perda minha — afirmou ele, que viajou a Peshawar.
— Ao menos que este país seja purificado do terrorismo, esta guerra e esforço não vão parar. Conversamos com o Afeganistão sobre isso e vamos lutar contra o terrorismo juntos.
O ataque, reivindicado pelo Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), principal grupo islamita do país, é muito significativo por ter tido como alvo filhos de membros do Exército.
De acordo com um porta-voz do grupo, o atentado foi planejado em vingança a operações militares. Centenas de extremistas foram mortos em uma ofensiva militar recente na região de Waziristão, no Noroeste paquistanês, e nas proximidades de Khyber.
— Nós escolhemos a escola do Exército para o ataque porque o governo tem como alvo as nossas famílias e mulheres — disse o porta-voz talibã Muhammad Umar Khorasani.
— Queremos que eles sintam a dor.
Mais cedo, um trabalhador da escola e um estudante entrevistados pela emissora local Geo TV relataram que os militantes invadiram o auditório da Escola Pública do Exército, onde uma equipe militar realizava treinamento de primeiros socorros com os alunos.
— Eu vi seis ou sete pessoas que andaram de sala em sala atirando nas crianças — disse Mudassar Abbas, assistente do laboratório da instituição.
Um estudante que sobreviveu ao ataque afirmou que os soldados entraram na escola para resgatar os alunos durante um momento de pausa entre os tiros.
— Quando estávamos saindo da sala, vimos vários corpos de nossos amigos nos corredores. Estavam sangrando. Alguns receberam três ou quatro tiros — disse a testemunha.
Com informações do O Globo 

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