O relatório oficial da CPI mista da Petrobras foi aprovado nesta quinta-feira (18), por 19 votos a 8. O relator, deputado Marco Maia (PT-RS), apresentou um texto que não acrescenta nada ao processo já em andamento pelo Ministério Público Federal. Ele poupou a presidente Graça Foster e a atual diretoria da companhia, mesmo tendo defendido publicamente a saída de Graça da presidência da estatal.
O petista propôs, ainda, o indiciamento de 52 pessoas, mas a maioria já responde ações penais na Operação Lava-Jato, e admitiu irregularidades nas obras da refinaria Abreu e Lima e na compra da refinaria de Pasadena. Algo já atestado pela Controladoria Geral da República (CGU). Ele esclareceu que decidiu ser mais claro nas recomendações de indiciamentos, porque houve dúvidas em relação ao texto original, que pedia o aprofundamento das investigações.
Maia explicou também que apenas na tarde de segunda-feira (16) recebeu documentação oficial da CGU que indica a possibilidade de a compra da Refinaria de Pasadena ter sido lesiva à Petrobras. Na primeira versão do relatório, o deputado havia questionado conclusão do TCU de que a operação dera prejuízo US$ 792 milhões à estatal.
Ele indicou potencial prejuízo de U$ 561,5 milhões aos cofres da Petrobras no caso Pasadena e o superfaturamento de US$ 4,2 bilhões nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A comissão de inquérito também apontou fortes indícios de que empregados da Petrobras receberam propina da empresa holandesa SBM Offshore. Ao aprovar o relatório oficial, a CPI Mista da Petrobras rejeitou dois textos paralelos apresentados pela oposição.
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