O processo que aponta o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, como mandante do assassinato do exprefeito de Santo André, Celso Daniel, morto em 2002 foi anulado nesta terça-feira (16) pelo Supremo Tribunal Federal. A defesa alegou que foi impedida de questionar outros dois réus em depoimentos à Justiça.
O julgamento acabou empatado na 1ª turma do STF. De um lado os ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello entenderam que houve cerceamento da defesa e acabaram dando razão aos advogados. Já Rosa Weber e Luis Barroso se posicionaram contra a apresentação de habeas corpus para o caso, por entenderem não ser o instrumento apropriado para esse tipo de questionamento.
Com essa decisão, o processo deve regredir às etapas iniciais. A instrução deverá ser refeita. Só depois de novos interrogatórios o juiz do caso decidirá, de novo, se Sombra irá ou não a julgamento.
Celso Daniel que foi encontrado morto com oito tiros numa estrada rural de Juquitiba, na região metropolitana de São Paulo, após ter sido sequestrado dois dias antes na zona sul da capital paulista, quando voltava de um jantar com Sombra, de quem era amigo. O réu é acusado de ter encomendado a morte porque o prefeito teria interrompido um esquema de corrupção no qual Sombra estaria envolvido.
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