O Cine São Luís terá sua reestreia amanhã, segunda-feira, 22 de dezembro. Após um ano de restauração e reforma, o agora Cineteatro São Luís, além de cinema, deverá receber espetáculos de dança, teatro e música. A programação de estreia contará com a exibição do filme “Anastácia, a Princesa Esquecida”, de Anatole Litvak – o mesmo filme exibido na noite de inauguração do São Luiz, em 26 de março de 1958, além da apresentação de cantores líricos interpretando temas natalinos e a Orquestra Eleazar de Carvalho executando peças de Alberto Nepomuceno. “A gente está preparando uma programação especial para o mês de inauguração. Não é só dia 22, é o mês todo”, afirma Paulo Víctor Feitosa, da secretaria de cultura do Ceará, enfatizando a importância do evento.
O público cearense demonstra ansiedade para reinauguração do cinema mais famoso do Centro de Fortalezae. Quem presenciou os tempos áureos do cinema relembra, “Aqui era lindo. O ar condicionado era perfeito. A entrada era linda, linda, tinha uma bomboniere, tinha uns rapazes com o chapeuzinho redondinho como os de Hollywood”, conta a aposentada Ednar Alves.
A apresentação de cantores líricos interpretando temas natalinos e a Orquestra Eleazar de Carvalho executando peças de Alberto Nepomuceno, além da exibição do filme “Anastácia, a Princesa Esquecida”, de Anatole Litvak – o mesmo filme exibido na noite de inauguração do São Luiz, em 26 de março de 1958.
O cinema que teve sua estrutura construída em 1958 estava fechado há quatro anos. O local tombado em 2005 como patrimônio histórico de Fortaleza, teve sua reforma que visou resgatar as características originais do prédio que tem uma altura equivalente a três andares e pode receber até 1.200 pessoas por espetáculo, iniciada há um ano. O arquiteto Robledo Duarte, responsável pela restauração explicou que “O grande desafio da gente foi manter toda a beleza arquitetônica, a preservação dos detalhes. Por isso que ele é um edifício tombado”.
Áreas encobertas por reformas anteriores foram encontradas. O tom de cor dourada; os desenhos do teto que, além de decorar, contribuem para a acústica do ambiente; o granito e os lustres da entrada foram recuperados e até o palco que se planejava construir, na verdade, já existia. “A nossa função aqui é preservar”, é o que afirmou o Coordenador de Patrimônio Histórico e Artístico, Otávio Meneses.
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